quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Okiku, a boneca viva

 Kikuko tinha três aninhos de idade, quando adoeceu gravemente.
 Era agosto de 1932.
 Seu irmão visitava a cidade de Sapporo, Hokkaido (Ilha ao norte do Japão) quando viu uma boneca e comprou-a para Kikuko.
 A pequenina adorou a boneca e não mais separou-se dela, nem por um momento. Porém a doença agravou-se e em janeiro de 1933, Kikuko faleceu. 
 É costume no dia da cremação do corpo, colocar os objetos que a pessoa mais gostava dentro do caixão para ser cremado junto com o corpo.
 Na ocasião porém, a familia no auge da dor da separação, esqueceu-se de colocar a boneca junto a menina. 
 Após a cremação, a boneca que recebeu o nome de OKIKU, foi colocada no oratório, ao lado das cinzas da criança, onde a família fazia as orações.
 Com o passar do tempo começaram a perceber que o cabelo da boneca parecia crescer.

Boneca Okiku



Na década de 40 veio a guerra e a família teve de fugir para o interior, deixando a boneca com os sacerdotes do templo MANNENJI, que a guardaram juntamente com as cinzas de Kikuko.

 Com o fim da guerra, a família voltou para a cidade, procuraram pelos seus pertences no templo, onde perceberam com espanto que os cabelos da boneca não pararam de crescer.
 A pedido do irmão da menina, a boneca continuou no templo.
A imprensa, mostrou o fenômeno, o que chamou a atenção de pesquisadores, para que fosse dada uma explicação científica para o caso, o que não aconteceu até hoje.

 O templo que fica em Hokkaido é visitado por turistas e curiosos que querem ver a fantástica transformação da boneca.

 Há controvérsias, mas dizem que as transformações são visíveis: o cabelo antes nos ombros, agora chega à cintura.Os lábios antes cerrados, estão entreabertos e úmidos,e seus olhos parecem olhar para as pessoas com expressões de quem tem vida.
 Os japoneses levam muito a sério a vida após a morte e para eles que reverenciam deuses e objetos, tudo é dotado de espírito e precisa ser queimado quando não é mais usado, em sinal de agradecimento e para que descansem em paz após serviços prestados.


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